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O português corre perigo?



Profissional da língua portuguesa que sou, estou abismado com tanta bobagem que tenho lido por aí ultimamente. De uns anos para cá, com essa onda informática, passaram a dizer que os empréstimos e decalques de outros idiomas ao português tomariam conta do nosso vocabulário. Agora, dizem que as novas regras ortográficas são uma tentativa desesperada de salvar a nossa língua.
Calma, calma, não priêmos cânico.
O português está mudando, sim. Como sempre mudou. Aliás, se as línguas não mudassem, ainda falaríamos o latim. Outra coisa que o pessoal se esquece é de que a adoção de palavras, sejam elas vindas de outros idiomas, outras culturas ou mesmo adaptadas ou criadas, é o que mantém qualquer língua viva.
Tenor, avalanche, alfaiate, pingue-pongue, por exemplo, não são vocábulos nossos. Não, não. E se naturalizaram de tal forma que, hoje, ninguém mais se sente ameaçado. Nem sequer causaram alguma lesão à língua de Camões, somente o mesmo bafafá outrora.
Para crescer, o idioma tem que dar conta de todas as novidades tecnológicas e culturais. Senão, o que seria do ravióli, do chucrute, do ioga e do balé? Também precisa, a partir de seus próprios recursos, criar palavras: poluição, ecologia, computador. Sem falar de estender a novos significados o uso de palavras já com certa quilometragem, casos de celular e executivo, cujo significado até umas duas décadas atrás era totalmente diferente.
...
Agora que me dei conta do quão chato está este tópico. Rãsh!
Mas, se leram até aqui, vamos terminar. Já estamos quase lá.
...
Fiquem tranqüilos (ops, tranquilos — já me adequando ao novo português), pois achar que nosso idioma está em perigo seria equivalente a achar que um bebê está em perigo só porque está crescendo.

Música do dia = El presente = (Julieta Venegas)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 10/31/2008 02:47:57 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Dínamo de Kiev
O time que preferiu morrer a perder


Embora a história do futebol mundial inclua inúmeros episódios emocionantes e comoventes, seguramente nenhum é tão terrível quanto o protagonizado pelos jogadores do Dínamo de Kiev nos anos 1940. Os jogadores disputaram um partida sabendo que, se ganhassem, seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra, que não encontra, por seu dramatismo, outro caso similar no mundo.
Para compreender sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida e por que um simples encontro de futebol apresentou, para eles, o momento crucial de suas vidas.
Tudo começou em 19 de setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazista. Os homens de Hitler aplicaram um regime de castigo impiedoso e arrasaram com tudo. A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazistas e, durante os meses seguintes, chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas. Assim, todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dínamo.



Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazistas não perseguiam, precisamente por sua origem, era torcedor fanático do Dínamo. Num dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou um mendigo e de imediato se deu conta de que era seu ídolo: o gigante Trusevich.
Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou aos nazistas e contratou o goleiro para que trabalhasse em sua padaria. Sua ânsia por ajudá-lo foi valorizado pelo goleiro, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto. Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela de sua equipe.
Na convivência, as conversas sempre giravam em torno do futebol e do Dínamo, até que o padeiro teve uma idéia genial: encomendou a Trusevich que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a buscar o resto de seus colegas. Não só continuaria lhe pagando, mas juntos poderiam salvar os outros jogadores.


Nikolai Trusevich

O arqueiro percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, seus amigos do Dínamo. Kordik deu trabalho a todos, se esforçando para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre seus empregados uma equipe completa.
Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram em dar o seguinte passo e decidiram, alentados por seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar dos nazistas, o que bem sabiam fazer. Muitos tinham perdido suas famílias nas mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última sombra mantida de suas vidas anteriores.
Como o Dínamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para a equipe. Assim nasceu o FC Start, que por meio de contatos alemães começou a desafiar equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.
Em sete de junho de 1942, jogaram sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. Seu seguinte rival foi a equipe de uma guarnição húngara; ganharam por 6 a 2. Depois, meteram 11 gols em uma equipa romena. A coisa ficou séria quando, em 17 de julho, enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2. Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram uma equipe melhor para ganhar deles. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez, por 5 a 1, e mais tarde ganhou de 3 a 2 na revanche.
Em seis de agosto, ainda convencidos de sua superioridade, os alemães prepararam uma equipe com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era uma grande time, utilizado como instrumento de propaganda de Hitler. Os nazistas tinham resolvido buscar o melhor rival possível para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo refém dos nazistas. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e falta de esportividade dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.
Depois dessa escandalosa queda do time de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem de acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazistas locais não se contentaram com isso. Não queriam que a última imagem dos russos fosse uma vitória, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã.
A superioridade da raça ariana, em particular no esporte, era uma obsessão para Hitler e os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar o time em um jogo.
Sob um terrível clima de pressão e ameaças por todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de agosto, no repleto estádio Zenit. Antes do jogo, um oficial da SS entrou no vestiário e disse em russo:
— "Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado", exigindo que eles fizessem a saudação nazista.
Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e, ao invés de dizer "Heil Hitler!", gritaram "Fizculthura!", uma expressão soviética que proclamava a cultura física.



Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro gol, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1.
Receberam novas visitas ao vestiário, dessa vez com armas e advertências claras e concretas:
— "Se vocês ganharem, não sairá ninguém vivo." Ameaçou um outro oficial da SS. Os jogadores ficaram com muito medo e até propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram em suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.
Deram um verdadeiro baile nos nazistas. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão. Deu-lhe um drible, deixando o coitado estatelado no chão e, ao ficar em frente à trave, quando todos esperavam o gol, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo. Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo.
Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Porém, o final já estava traçado: depois dessa última partida, a Gestapo visitou a padaria.
O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o arqueiro Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até a libertação de Kiev, em novembro de 1943. O resto da equipe foi torturada até a morte.


A única foto que se conserva dos heróis de Kiev

Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dínamo. Nas escadarias do clube, custodiado em forma permanente, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda aqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho, aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.
Foram todos mortos entre torturas e fuzilamentos, mas há uma lembrança, uma fotografia que, para os torcedores do Dínamo, vale mais que todas as jóias em conjunto do Kremlin. Ali figuram os nomes dos jogadores.


Goncharenko e Sviridovsky, os únicos sobreviventes, junto ao monumento que recorda a seus colegas.

Na Ucrânia, os jogadores do FC Start hoje são heróis da pátria e seu exemplo de coragem é ensinado nos colégios. No estádio Zenit uma placa diz "Aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazista".



Poster propaganda da revanche:



Esta é a história da dramática "Partida da Morte". O cineasta John Huston inspirou-se neste fato real para rodar seu filme Fuga para a vitória (Escape to victory), de 1982, que chamou muita atenção à época do lançamento porque dele participaram grandes nomes do cinema, como Michael Caine, Sylvester Stallone e Max Von Sydow, mas muito mais pela participação de algumas estrelas do futebol, como Bobby Moore, Osvaldo Ardiles, Kazimierz Deyna e Pelé. No filme, John Huston, no papel do padeiro, fez o que não pôde o destino: salvar os heróis.

Música do dia = Exibicionista = (Esquematozóid)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 9/11/2008 09:22:59 AM Comente aqui. Já fizeram-no:
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No banheiro

Já se passavam das 14 horas, e a dor de barriga apertava. Ele tinha um ótimo relógio biológico, para dormir, acordar, alimentar-se e fazer suas necessidades. Costumava ir ao banheiro ainda de manhã, antes de sair para o trabalho. Naquele dia, porém, precisava passar em dois bancos para fazer depósitos, e ainda por cima havia acordado alguns minutos depois do de costume. Resolveu deixar a questão fisiológica para mais tarde.
Em sua empresa, cada sala tinha seu próprio banheiro, mas resolveu não ser inconveniente com seus colegas, que sempre reclamavam de um sujeitinho nojento que tinha o hábito de defecar praticamente perante todos. Achou por bem, embora necessitado, esperar o horário de almoço. Comeria qualquer coisinha na região e voltaria logo, antes de qualquer um. Foi o que fez, mas assim que chegou lhe foi atribuída uma tarefa urgente.
Estava desesperado, seu organismo implorava por um vaso sanitário. Seus colegas estranharam o fato de estar quieto, transpirando, encolhido à mesa. Perguntaram se estava tudo bem.
Não estava, tanto é que, sem saber o que fazer, resolveu ir tomar água, como se fosse adiantar de algo. No corredor, notou que uma das salas estava vazia. Informou-se e descobriu que o pessoal do marketing teria uma reunião com a diretoria. Aleluia!
Sem pensar duas vezes, encostou a porta de entrada da sala, para não ser pego andando por ali, e foi ao banheiro. Nos primeiros segundos do ato, pensou que a melhor coisa da vida não era dinheiro, não era amor, não sexo: era aquilo. Ficou sorrindo, achando graça disso.
Precisou abrir o basculante para o ar dar uma circulada. Quase dez minutos depois, lavou o rosto e, pronto para sair, ouviu a porta se abrir.
— Jesus, Maria e José! Que cheiro é este?
Era a copeira trazendo, na bandeja, o café e os biscoitos. Achou por bem ficar em silêncio e esperar ela ir embora, para sair. Mas, assim que se retirou, várias vozes se aproximaram; continuou em silêncio. Muitos entraram na sala.
Desesperado, agachou-se e espiou por debaixo da porta, utilizando o reflexo do granito. Os marketeiros, os diretores e outras pessoas, que possivelmente seriam clientes. Estavam se sentando; a reunião seria ali.
Pensou em sair naquele momento, como quem não quer nada. Como se fosse normal usar o banheiro em outra sala. Como se só estivesse de passagem Talvez dizer um oi aos clientes. Talvez cobrir a cabeça com a toalha, para não ser reconhecido, e sair em disparada — sem dúvida a melhor opção, pensou. Pensou tanto no que fazer, que achou melhor não fazer nada. Absolutamente nada. Ficou.
Não tinha religião, mas fez uma oração para que ninguém quisesse usar o banheiro e encontrasse a porta trancada. E assim foi ficando, acompanhando, ora em pé, ora sentado, o que era discutido.
Sentou-se no canto, deu uma cotovelada na porta, assustou-se com o barulho, espirou por debaixo da porta. Nada foi notado.
Jurou a si próprio que nunca mais utilizaria outro banheiro, senão o de sua sala. Se seu colega nojento podia, então ele também. E que importa o que pensariam, estaria apenas seguindo sua natureza. Refletiu sobre enviar uns currículos.
Às 17:00, totalmente de saco cheio, pensou em como poderia aproveitar o tempo. Terminou de desabotoar a camisa. Se tivesse cera ali, faria aquela depilação que sempre tanto quis. Arrancou um pêlo do peito para ver se doía muito. Médio. Arrancou outro. Arrancou um pequeno tufo. E foi arrancando, assim, todos os pêlos maiores. Arrependeu-se de ter feito isso quando constatou que seria impossível arrancar os pêlos menores, da região da barriga. Nem mesmo com a pontinha das unhas. Achou-se bizarro.
Ouviu seus colegas, das demais salas, indo embora. Ouviu novamente a copeira chegando. Pelo reflexo, viu que estava trazendo um lanchinho para o pessoal. Será que ficariam ainda mais? Momentos depois chegou gente nova à reunião. Aparentemente, pessoas importantes, pois um silêncio precedeu a chegada e todos se levantaram para cumprimentá-los.
Jurou a si próprio que nunca mais utilizaria outro banheiro na face da Terra, senão o de sua casa.
Pelo basculante espiou o estacionamento e cogitou a hipótese de pular daquele andar. Desistiu quando não conseguiu passar os ombros.
Sentou-se, tirou os sapatos. Poliu-os com papel-higiênico. Tirou os cadarços, lavou-os na pia. Mandou mensagem pelo celular avisando que chegaria mais tarde. Encostou-se na parece, chorou e abriu a porta.

Música do dia = Causa mortis = (Gessinger Trio)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 7/31/2008 10:37:06 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Agora vai ser assim

Como não tenho mais disposição para sentar e escrever algo, vou fazê-lo na base da rotina. Agora vai ser assim, toda semana vou me forçar a escrever ao menos um post. Este bloguinho, velho de guerra, merece.
Vai funcionar da seguinte forma, abro o Word e começo a escrever o que me vier à cabeça. Se tiver alguma idéia já martelando, melhor, escreverei um post digno. Caso contrário, quero só ver no que vai dar.
Respirando fundo, soltando o ar de vagar, vamos lá:

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Troquei a televisão da minha sala/copa/cozinha. Nada como uma TV com uma tela maiorzinha. A que eu usava era pequena; poupava espaço físico sobre minha mesa eletrônica (deveria ser uma mesa para refeições, mas resolvi botar o computador, a TV e os aderentes lá), o que era uma boa, mas é muito mais prazeroso conseguir ver melhor as imperfeições nos atores.
Essa TV era da minha mãe. Ela comprou uma animal e precisava se livrar da velha. A minha pequenininha vai pro meu quarto. Quem sabe assim não resolva voltar a dormir na cama. Nos últimos meses, por conta dos canais por assinatura, que são interessantíssimos, tenho passado todas as noites no pufe. Pra ser sincero, estou acordando muito mais disposto, sem dores nas costas, do que quando utilizava a cama.
Televisão é um barato.
Depois que dei meu grito de independência e fui morar sozinho, passei por algumas restrições financeiras, obviamente. Ficar sem banda larga e TV paga foi terrível, mas, ao contrário do que imaginei, sobrevivi. Porém, voltar a ter meus canais preferidos faz com que me sinta muito mais feliz. Como senti saudades da Discovery, da Natgeo, de Seinfeld, Friends, Simpsons, além dos programas esportivos, óbvio! Também há novidades boas em se tratando se reality shows, como As Gostosas e os Geeks (Beauty and the Geek), que passa no Multishow. É uma competição de duplas em que há uma garota “bonita” e um geek (aquele tipo de nerd ultra hi-tech). Dá química a falta de jeito deles com as garotas e a futilidade delas.



E a gente sempre pensa que não vamos mudar... Quando criança, jurava que nunca usaria calças. Uso pouco, mas agora uso. Tenho que usar, melhor dizendo. Nunca deixaria o cabeço crescer, brinco era coisa de gay, tatuagem era para marginais, filhos jamais (ainda não mudei essa opinião), etc. Nunca pensei que diminuiria o ritmo com que ouvia música. Era o dia todo, 24 horas de segunda a segunda. Pois agora tenho ouvido cada vez menos. Em casa, é coisa rara. Só TV e Footbal Menager. Até tenho me forçado a ir ao trabalho a pé, uma vez que assim garanto uns 40 minutos diários de MP3 player.
Mas, duvido que abandone a música. Falando nisso, indico-lhes uma coletânea chamada Irish Punk Drinking Songs Compilation. É sensacional. Para quem conhece e gosta da banda irlandesa Flogging Molly, pode ir na certeza de satisfação. Para quem quiser indicações nesse estilo (música folclórica com uma pitada punk): Salty dog, do Flogging Molly, e A drunken night in Dublin, do The Mahones.

Irish Punk Drinking Songs Compilation

Passei a ouvir mais Os Novos Baianos (ouça Bilhete para Didi).
De filme, minhas indicações são Onde os fracos não têm vez (No country for old men) e Superbad. O primeiro é um dos melhores filmes da história do cinema, arte pura e, ainda por cima, hollywoodiano. Oscar de melhor filme do ano.

Já o segundo é mais uma daquelas comédias em que losers americanos tentam se dar bem às vésperas da formatura colegial. A fórmula é manjada, mas o roteiro é muito caprichado. Hilário.


E minha indicação eterna vai para o meu filme favorito: Brincando de seduzir (Beautiful girls) — ver posts abaixo.
É isso aí. Abraço, galera!

Música do dia = Deficiente emocional = (Zumbi do Mato)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 7/22/2008 04:31:14 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Dias atrás no céu

Então, a Menina Isabela chegou ao céu e foi logo se queixar com deus.
— Pô, deus! Caralho! Como é que o senhor me deixa morrer pertinho do meu aniversário! Merda! Esperei tanto pela minha festinha! Cacete!
E deus continuava ouvindo.
— Eu chamei os meus amiguinhos, os meus vizinhos do prédio, meus avós, minha titia! Chamei todo mundo! Daí o senhor deixou que eu morresse! Puta merda, hein! Que sacanagem, porra!
Enquanto ouvia, deus olhava sua agenda.
— E agora, vou ter que ficar pra sempre aqui nesta tranqueira de céu, que é um tédio fudido! Inferno!
Já de saco cheio, porém pedagogicamente controlado, deus falou:
— Calma, Menina Isabela, que já providenciei tudo. Está chegando um padre cheio de balões para fazer a sua festinha.

Música do dia = Aeroporto = (Bide ou Balde)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 6/25/2008 01:55:23 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Meu colegial

Sábado dia 24/05 aconteceu aqui em Marília uma reunião de ex-alunos no colégio onde estudei, o Cristo Rei. Foi bacana reencontrar alguns professores, funcionários e colegas. O mais interessante foi que todos eles, praticamente sem exceção, vinham me cumprimentar com aquele sorriso no rosto e, rapidamente, espiavam meu nome no crachá, segundos antes de dizer:
— Ohh... Rodrigo! Como é que vai?
Em uma das salas de informática havia um scanner, onde era possível copiar os álbuns das turmas. Você se procurava e, enquanto isso, ria da cara da galera, que atualmente está muito diferente. Eu, por exemplo, estava com a maior juba, cheio de cabelo, e com uma puta cara de idiota. Tudo bem, disso a cara de idiota ainda mantenho. A foto vocês podem conferir na minha página do Orkut (ver link à esquerda).
De lá pra cá estou muito saudosista, relembrando tantas coisas. Só coisas dementes, claro.
Laxante na Coca
Lembrei-me que na época do primeiro colegial a galera caía em cima quando se comprava algo na cantina. Uma vez, um colega e eu trouxemos à escola um vidro de um poderoso laxante. Compramos meio litro de Coca cada um, tomamos uns goles e botamos mais de um dedo do cagante em cada copo. Dito e feito, a moçada veio sedenta mendigar Coca. Na hora da aula, só se via gente suando frio e correndo pro banheiro sem pedir autorização ao professor. Foi delícia cremosa!
Cordãozinho fedido
Minha turminha aprontava tanto, que até pagávamos pelos pecados dos outros. Outra vez o Tonho, um sujeito totalmente insosso, comprou trocentos cordões fedidos e resolveu acendê-los de uma vez só na nossa sala, fechando a porta e as janelas. Quando o sinal do intervalo bateu, voltamos para a aula e era impossível ficar lá dentro. O diretor pedagógico, uma espécie de inspetor, foi lá investigar quem é que havia cometido o crime:
— Então vocês não vão contar quem é que fez isso? Eu sei que vocês sabem quem foi! Tudo bem, já que é assim... cada um escreve num papelzinho o nome da pessoa. Se não sabe quem é, deixe em branco. Agora eu quero ver!
Os únicos cinco papeizinhos em branco eram de alguns amigos meus, inclusive o meu. Alguns porque não sabiam, de fato, quem havia os acendido ou, no meu caso, porque não era dedo-duro. Enfim, de resto, quase quarenta votos couberam ao Moscão, ao Girafa e a mim. Sacanagem!
Barata na menina
Outra vez foi hilário. O Moscão estava sentado ao meu lado e, ao lado dele, uma moça que hoje é gerente de um banco. Ele havia achado dentro da mochila uma barata (!!). Pegou-a pelas anteninhas, olhou pra mim rindo e jogou na cara da menina! Deu o maior rolo!
O interessante é que no final do dia estava lá o Moscão indo embora com uma (outra?) barata no gorro da blusa.
Cabelo horroroso
E o dia em que ele cortou o cabelo, aff! Éramos quase rebeldes, entrando numa onda de tocar em banda e deixando o cabelo crescer, que estava na altura do queixo. O meu dava uma ondulada e o dele era bem liso. Ele já tinha uma certa “queda” para calvície, com entradas e tudo mais, mas ainda era um meninão, então sofria com isso. Enfim, certa manhã disse a ele que estava pensando em passar máquina zero nas laterais, uns quatro dedos, e ele disse que era da hora. À tarde, me ligou perguntando se eu tinha realmente raspado e respondi que sim, sei lá por quê, já que era mentira. Ele contou que estava pensando em fazer o mesmo e, obviamente, dei a maior força.
Na manhã seguinte, a escola inteira parou para rir dele, tanto na hora da entrada quanto do intervalo e da saída. Estava muito bizarro o rapaz com aquelas entradonas, com as laterais carecas e o resto dos cabelos escorrido até o queixo. Tentem imaginar.
Professor chorando
No segundo colegial eu fui mandado para fora da sala 34 vezes. Acredito que o recorde do colégio ainda é meu. Hoho! Em certa ocasião, na aula de Geografia, me passaram um bilhete, que deveria repassar a um colega do lado. No meio dessa ponte, o professor parou a aula e disse:
— Rodrigo, pra fora!
E começou o maior sermão, dizendo que ninguém respeitava ele, que ninguém gostava dele e aquela coisa toda. Falei o seguinte:
— Mas, professor, só me virei pra repassar um bilhete. Eu estava prestando atenção na aula. E a sua aula, de todas, é a que eu mais gosto!
Pior que era verdade mesmo, apesar do coro de puxa-saco. Daí, o professor:
— Caramba, assim você me emociona... Pode ficar aí, então.
E continuou a aula, escondendo as lágrimas. E eu ainda ganhei meio ponto na nota final, sem que ninguém soubesse! Hoho.
Bilhete maldito
De todas, a pior de todas as histórias foi a do bilhete maldito, como ficou conhecida. No primeiro colegial havia uma vadia que era tida como a mais bonita da turma (uma loira metida, com cara de cocô, pra variar). E o “Bom Dia”, um rapaz que havíamos pegado para sacanear, era apaixonado por ela. Certa vez, eu estava sentado na penúltima carteira, com o Girafa à minha frente e, lá no começo da fileira, a “147 Girl” (a menina mais horrorosa que deus já criou — apelido em referência ao Fiat 147) e, à frente dela, a loira.
O Girafa teve uma brilhante idéia e me pediu que a botasse em prática. E lá fui eu escrever o mais lindo bilhete de amor de todos os tempos, com uma declaração magnífica, totalmente romântica, levemente erótica, destinada à loira e “assinada” pelo Bom Dia.
Passei o bilhete ao Girafa, que se mijou de tanto rir. O rapaz passou o bilhete para frente, e assim por diante, com todo mundo lendo, olhando pra mim e rindo (estava me sentindo o máximo!), até que chegou às mãos da 147 Girl. Ela não olhou para mim rindo, mas sim com um sorriso metálico, os olhinhos brilhando e muitos coraçõezinhos voando ao redor dela
Na hora saquei a fria em que havia me metido. O desgraçado do Girafa, aproveitando-se que eu havia escrito o bilhete a lápis, apagou o nome da loira e colocou o da 147 e, pior, apagou o do Bom Dia e colocou o MEU. Era inquestionável, um bilhete daqueles com destinatário, remetente e com a minha letra! Puta merda!!
A 147 Girl apaixonou-se por mim e não largou mais do meu pé por todo o colegial. A galera me sacaneava de todas as formas possíveis. Mas, o pior ainda estava por vir...
Bilhete maldito, anos depois...
Lá estava eu, formado do segundo grau, despedindo-me do colégio e, aleluia, da 147 Girl. Prestei vestibular no final do ano e passei para Administração de Empresas. Não curti o curso e, após alguns meses, fui estudar Tradução.
No primeiro dia de aula, para variar, cheguei atrasado. Quando consegui descobrir qual seria minha classe, logo notei que estava lotada e que aparentemente não havia lugar vago. Da porta, dei aquela olhada, aflito, procurando uma carteira, e não achava. Eis que alguém levantou-se, do fundo, dizendo:
— Rô, aqui do meu lado!!
Era a 147 Girl.

Música do dia = Green Day = (When I come around)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 6/4/2008 05:53:09 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Problemas no Blogger

Sei que quase ninguém mais entra aqui, além da minha lindíssima digníssima respectiva Fufis, mas mesmo assim preciso dar uma consideração.
O Blogger está me "sabotando" e demora um século para que se consiga entrar neste blog. Já fiz tudo o que podia para deixá-lo mais leve e, mesmo assim, nada.
Bleh.
Paciência, não é a primeira vez.
Amanhã tem post novo.
Abralhos

Música do dia = Steal my sunshine = (Len)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 5/29/2008 09:48:21 AM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Virada Cultural Paulista

A galera aqui de Marília, e me incluo nisto, tem o hábito de reclamar que faltam opções culturais na cidade. No entanto, até que rola uma cena bem alternativa por aqui, mas eu não me encaixo nela.
Daí o governo veio com uma ótima iniciativa, iniciada no ano passado, mas que aconteceu pela primeira vez por estas bandas: a Virada Cultural Paulista.
Na hora de meter o pau é fácil, mas às vezes nos esquecemos de elogiar, portanto crio este tópico para agradecer.
Embora eu não tenha podido estar presente durante as mais de 24 horas de eventos, até onde pude acompanhar foi sensacional.
No nosso caso, contamos até com artistas do naipe de Ultraje a Rigor. E o melhor: tudo de graça! Com opções de, além de música, teatro e dança, sempre de primeira qualidade.
Nas outras cidades a coisa também foi bonita: Pato Fu, Cachorro Grande, Nação Zumbi, Zeca Baleiro, Leci Brandão, Luiz Melodia, Pitty, Rappin Hood, Cordel do Fogo Encantado, e por aí vai.
Agora, como não poderia deixar de ser: Ô governo, vai tomar no cu!! Por que não organiza uma bagaça dessa todo mês, caralho??

Música do dia = Costituinte = (Ultraje a Rigor)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 5/19/2008 06:32:05 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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TV por assinatura

Olá.
Antes de resolver me mudar de casa e viver sozinho, uns dois anos atrás, sabia que a liberdade implicaria em restrições.
Isso é notório, a menos que você seja filho de alguém afortunado e, como não poderia deixar de ser, um sanguessuga.
Pois bem, e lá fui eu morar num sobradinho pequeno, no centro de Marília, todo feliz.
Na primeira noite senti uma estranheza desgraçada, pois não tinha mais TV por assinatura (oh, como eu amava a ESPN) nem internet. Aliás, nem computador, o que era mais trágico.
Aos poucos fui conquistando uma coisinha aqui, outra acolá, mas, embora ficasse pouco em casa, ainda sentia um enorme vazio.
Hoho, pro inferno com aquele vazio, agora eu tenho TV paga de novo!!
Pedirei demissão na próxima semana e só voltarei a trabalhar depois das Olimpíadas.

Música do dia = Casa de papel = (Ira!)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 4/29/2008 08:38:57 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Merda

Estou sem conexão à Internet em casa e no trabalho.
Com o pára-brisa do carro quebrado.
A lanterna também.
A perna da armação do meu óculos quebrou. Ele custou caro e a desgraçada me disse que não tem conserto.
Acabei de buscar o meu monitor na assistência técnica. Ficou caro.
Merda, merda, merda.

Música do dia = A drunk night in Dublin = (Mahones)
:: Rodrigo, o Duro na Queda 4/15/2008 07:02:37 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Aconteceu hoje, 1º de abril

Passei o dia todo engolindo mentirinhas idiotas, de pessoas tão puras que pensam que podem me enganar. Ainda mais em um primeiro de abril. Tsc tsc, amadores.
Eis que, após o almoço, resolvo deixar meu carrinho com minha adorável respectiva, a Srta Thais, pois ela só estaria livre para voltar para casa à noite, enquanto eu irei embora daqui a pouco, às 18h.
Ela relutou, como sempre, mas aceitou, pois está cansada e sabe que é muito melhor ficar com o carro agora do que me tirar do aconchego do meu lar mais tarde.
Pouco tempo depois, ela aparece no MSN e vem com aquele papinho de quem estava querendo me enganar (mais ou menos assim):
_ Meu digníssimo senhor, estou tão nervosa, que mal consigo digitar. Me desculpe...
_ O que foi, pequena?
_ Estava me preparando para estacionar o carro, quando outro carro surgiu atrás e ficou me apressando. Acabei entrando mal na vaga e bati numa arvorezinha. Destruí a lanterna traseira inteirinha!!
_ Ahan...
_ É sério, meu caro amante!!
_ Feliz primeiro de abril!!
_ Estou aqui toda nervosa, tremendo, e você não acredita em mim?

E até agora ela não desmentiu.

Música do dia = What happened to you = (Offspring)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 4/1/2008 04:17:20 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Ahhh, a Páscoa

Tirando as épocas de frio, normalmente no meio do ano, o que mais gosto neste amontoado de terra situado em uma zona tropical é o período da Páscoa. Embora o céu fique muito iluminado, as nuvens somem e o ar fica fresco. Menos mal.
Para quem não sabe, Páscoa (do hebraico pessach: passagem) é o período em que Jesus Cristo ressuscita e foge com os judeus libertados do Egito. Todo ano. Algo mais ou menos assim.
Também é o período em que os coelhos botam ovos de chocolate, com bombons dentro. É uma delícia. Eu não tenho nojo desses ovos, como tenho dos de galinha. Bleh... vocês sabem de onde saem os ovos, né? E ainda tem um aborto dentro. É muito porco comer aborto de galinha.
Mas, geneticamente os coelhos estão aptos a botarem ovos de chocolate, para a nossa alegria burguesa. Não é tão alegre assim para as criancinhas pobres, que ficam só passando vontade. Como sempre. Porém, deus quis assim, e que assim seja. Pimba!
Se você tiver um desses bichinhos em casa, que sorte (crianças pobres não têm coelhos, apenas lombrigas)! Não precisa comprar os ovos deles, que são caros. Apenas esperar. Quando ele fizer cara de dor, é porque boa coisa está por vir!! Aguarde um momento, que logo terá o tão delicioso ovo. Bastará apenas limpar os fluidos que saem junto, bem como um pouco de fezes, e comer.
Boa Páscoa a todos!

Música do dia = Party = (Jive Bunny)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 3/14/2008 10:50:50 AM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Bleh

O Brasil é uma merda.
Sem mais.

Música do dia = Kentucky Rain = (Elvis Presley)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 3/11/2008 02:08:28 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Merda:

• de emprego
• de dureza
• de cansaço
• de vida
• de time

Ps.: você não tem relação com nada disso, Fufis! =*

Música do dia = Battery in your legs = (Blur)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 3/7/2008 01:38:10 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Ivete Sangalo

Salvo raríssimas exceções, os homens têm fantasias com mulheres famosas.
Eu, como não poderia deixar de ser, tenho um vontade incontrolável com relação à Ivete Sangalo.
É mais ou menos assim:
Eu estaria em um show dela, então ela me enxergaria na primeira fila, piscaria para mim e faria sinal para que eu fosse ao camarim após a apresentação...
Chegando lá, ela mandaria todos para fora, para ficar sozinha comigo...
Eu, extasiado com a possibilidade de realizar meu desejo, possivelmente tremeria mais que bambu verde, mas, como estaria ali, em uma oportunidade única, teria que mandar ver!
Chegaria pertinho dela, olharia no fundo de seus olhos e diria:
— Ivete Sangalo...
— Diga, meu nego...
— Vá se fuder!! Você é feia e chata!!



Viraria e iria embora.
Não suporto essa mulher. Que, aliás, deve estar desesperadamente precisando de dinheiro, pois está todos os domingos na TV. Deus que me livre!! Aff...

Música do dia = Kill the poor = (Dead Kennedys)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 1/25/2008 02:22:07 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Hoje...

... estou a fim de escrever alguma coisa muito foda, mas estou sem idéias.
Estou com pique, a cabeça quer colaborar, porém a maldita falta de tempo... sempre ela! Hã!
Até acredito que se começasse uma historinha, ela sairia. Acho um barato isso, o meu processo criativo (falando assim, parece que sou alguma coisa. Apenas gosto de escrever): sento, abro o Word e começo despretensiosamente, mesmo que não tenha nenhuma idéia em mente. As linha vão surgindo, vou voltando, mudando alguma coisa e, de repente, tudo fica muito evidente, como se tivesse planejado aquilo há dias. Contudo, toma um tempinho.
Não que eu fique satisfeito com o resultado — acabo sempre achando uma bosta —, no entando o texto está lá.

Hoje...
... também é o dia da atualização semestral dos blogs relacionados. Adicionei alguns que passei a ler com mais frqüência e retirei os abandonados. Claro, mantenho alguns abandonados, como o Vá Tomar no Cu, porque sei que um dia o Alisson surta e resolve escrever algo. Idem para o da Clara, vulgo "Clarilda Querida".
Vale a pena conferi-los, todos eles, pois são melhores que o meu.

Dica

Para quem ainda não leu o post abaixo, trata-se de um resenha sobre um dos meus filmes favoritos. Ah, se acharem o VHS ou o DVD (caso lancem nesse formato), avisem-me! Estou implorando!! Idem para a Estrelinha da Mônica.



Música do dia = O anjo mais velho = (O Teatro Mágico)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 1/11/2008 04:30:27 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Brincando de Seduzir – filme

Sabe quando você assiste a um filme, que normalmente não é uma mega produção, e quando ele termina bate uma saudade monstruosa do que acabou de ver, como se não quisesse que ele jamais terminasse? É disso que estou falando.
Cada pessoa tem seus filmes preferidos e Brincando de Seduzir (Beautiful Girls) é um dos meus, em posição de destaque na estante. Você terá que ir a uma boa locadora para encontrar essa comediazinha romântica dramática lançada em 1996. Aliás, uma locadora que ainda tenha VHS, pois ainda não saiu em DVD. Vá, porque vale a pena.
Brincando de Seduzir tem um roteiro ultra-simples e batido. Conta a história de alguns amigos que se encontram no aniversário de formatura da turma, coisa típica de americano. A grande sacada é que o filme não trata da festa, e sim dos losers em que se tornaram esses personagens.

O inicio é de uma poesia cortante. Willie, o protagonista, interpretado magistralmente por Timothy Hutton, junta as gorjetas de sua noite como pianista. Despede-se do dono do bar e caminha entre o gelo e a neve do inverno americano em direção à rodoviária, a caminho de sua casa e de seu passado.
Ele está em dúvida, repensando os passos, sua história. Apostou seus sonhos em algo que não conseguiu realizar. A volta para casa é, também, uma volta ao início de sua trajetória, uma analise de "onde eu errei?" e "o que faço agora?".
Tal retorno tem um quê de traumático, afinal só quem viveu em uma cidade pequena sabe: nada muda. Seus amigos, tão losers quanto ele, continuam os mesmos, para o bem e para o mal. Tommy (o básico Matt Dillon) é um limpador de gelo e continua dividido entre duas garotas (Sharon e Daryan – respectivamente Mira Sorvino e Darian Smalls). Paul, em uma excelente interpretação de Michael Rapaport, continua um moleque com zilhões de pôsteres de mulheres nuas nas paredes do quarto. E Mo (o ótimo Noah Emmerich) está casado. Todos eles beirando os 30 anos. Todos eles losers de carteirinha.
Mas, o filme não é sobre homens. É sobre garotas, belas garotas (como sugere o título original). E como estas belas garotas influenciam a vida dos nossos pobres amigos losers.
Willie volta para casa com uma dúvida cruel: casar ou não casar? Seis meses de namoro com uma advogada e lá está ele, na encruzilhada, sem nem saber sobre si mesmo.
Marty (Natalie Portman – perfeita no papel), como uma Lolita de Nabukov, ou uma Joey de Kevin Willianson, sempre com a palavra certa na hora certa, é uma bela garota. Uma bela garota de... 13 anos. Só os diálogos de Willie e Marty já valem o filme.

Gina (a genial Rosie O'Donnell) é outra suposta bela garota. Seu "solo" no supermercado explicando que homens sonham com modelos (irreais), mas casam com as normais (reais), consiste em outro grande momento.
E Andera (Uma Thurmam, indispensável), bem, é publicitária e renova a improvável equação "garota bonita e inteligente". Frases como "tudo que eu preciso é de um cara que me chame de docinho na hora de dormir" ou "tudo que eu preciso à noite é de um dry martini e Van Morrison" ficam ressoando na cabeça durante dias.
A trilha sonora é excelente e centrada basicamente em standards americanos. Coisas como Me and Mrs. Jones, de Billy Paul, ou Sweet Caroline, de Neil Diamond, que rendem outros dos grandes momentos do filme.
Traz também belas canções perdidas no tempo, como Graduation Day, do cavaleiro solitário Chris Isaak, I'll Miss You, do Ween, e uma dobradinha sensacional dos americanos dos Afghan Whigs, fazendo covers de duas canções — uma delas de Barry White —, com direito a ponta em um pub tocando a maravilhosa Be For Real, para embalar a dança de Andera e Paul.
No geral, Brincando de Seduzir é cinema sem pretensão, com o intuito único de mostrar as dificuldades da passagem tardia para a vida adulta. Consegue bem isso. Consegue divertir e fazer pensar.
Afinal, onde eu errei? O que faço agora? Sedução é brincadeira? O que é real? O que você imagina ou imaginava estar fazendo aos 30 anos? Isso é cinema.

Direção: Ted Demme. 1996. 113 min.

Música do dia = Velouria = (Pixies)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 1/7/2008 01:55:25 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Sessão: Fufis conversam

Fufis: Rodrigo Duro na Queda, você é machista?
Duro na Queda: Pra mim não existe qualquer diferença entre os sexos, Fufis. Que pergunta!
Duro na Queda: Aliás, típica!

Fufis: Rodrigo Duro na Queda, olhe em meus olhos e diga o que você vê neles.
Duro na Queda: Fufis, eu vejo a conjuntiva, a córnea, á íris, a esclerótica, a face anterior do cristalino, o...

Fufis: Rodrigo Duro na Queda, o que é o amor?
Duro na Queda: Amor é um substantivo. Simples, masculino, abstrato...

Fufis: Lembra?
Duro na Queda: Do quê?
Fufis: Parece que foi ontem....
Duro na Queda: Sábado?
Fufis: Bons tempos!
Duro na Queda: Só! Vai dar o maior praião!

Música do dia = A Sua = (Raimundo – da época boa)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 12/18/2007 11:47:15 AM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Universal do Reino de Deus

Agora, diga-me: quem mais merece queimar no inferno, um ateu que pratica boas ações, como eu, ou um filho da puta que se utiliza da maldita necessidade de submissão a um ser invisível, como este povo aqui:

Juiz condena Universal a indenizar viúva que doou carro por engano

O juiz Jeová Sardinha de Moraes, da 7ª Vara Cível de Goiânia, condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a indenizar em R$ 10 mil uma viúva que disse ter sido pressionada a doar seu carro à instituição e que depois, ao se arrepender, foi agredida e humilhada. Cabe recurso.

Segundo o TJ (Tribunal de Justiça) de Goiás, no processo, a viúva disse que a filha começou a freqüentar da Igreja em 2005, após a morte do pai, e que logo passou a ser pressionada a fazer "doações exacerbadas", "sob a promessa de retribuição em dobro".

De acordo com a viúva, a moça chegou a vender utensílios domésticos e móveis --inclusive a cama em que dormia-- para doar mais dinheiro à Igreja e que, em meio a isso, doou também o carro da mãe. Segundo a viúva, ela a convenceu a assinar um documento de transferência em branco sob o argumento de que iria vendê-lo.

Depois de perceber o golpe, a viúva foi à Igreja reivindicar o carro, mas acabou "maltratada, agredida fisicamente e exposta à humilhação", ainda segundo o TJ.

Em sua decisão, Moraes considerou que a má-fé da Universal é incontestável, pois aceitou um carro de quem não era proprietária. Na sentença, ele ressalta que a filha disse ter sido pressionada pelos pastores a convencer a mãe a assinar o documento em branco. Para ele, a viúva têm direito à indenização por danos morais ainda mais pela reação dos integrantes da Universal ao pedido de devolução do carro.

Música do dia = Dança do Pentagrama Invertido = (U.D.R.)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 12/5/2007 05:12:47 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Olá, mulher!

Tudo bem, minha querida? Hoje vou conversar somente com você, que todo mês sangra pela vagina para a alegria de seus respectivos.
Mas, o que é isso em seu rosto? Comeu algo preto? Não! Eca, que nojo!
Vá se olhar no espelho, por favor.
Está vendo vendo isso aí sobre seus lábios? Você tem bigode! Bleh!
Tire isso aí agora, é nojento, é feio!
Argh!

Música do dia = Barbie Girl = (Aqua)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 11/9/2007 02:19:58 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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O baile

Saiu tarde do trabalho, como de costume, e foi caminhando para casa. Assim, economiza uns trocados e pensa que mantém a forma física, sentindo-se livre para comer como um porco em frente à TV. No meio do caminho, choveu, ensopando seu único tênis, o qual deveria usar em um compromisso mais tarde.
Chegou em seu apartamento e, logo da entrada, notou uma bela infiltração em toda a parede da sala. Xingou. Tirou toda a roupa molhada, deixando-a jogada do lado de fora. Entrou para pegar uma toalha e um balde, para pôr a roupa dentro. Viu que a parede de seu quarto também estava com infiltração. No meio da busca por fôlego, desistiu de xingar de novo.
Tomou um banho quente, derrubou espuma no olho, vestiu a melhor roupa e afirmou para si próprio que, apesar dos pesares, aquele era o dia.
Ao passar pela estante da sala, levantou a última lista telefonia para contar suas economias. Xingou.
Com pouco dinheiro no bolso, de sandálias foi à lanchonete onde sua princesa jantava todas as noites. Pediu algo barato e ficou esperando ela chegar. Como de costume, chegou acompanhada das amigas, inibindo sua coragem para uma singela saudação. Elas se sentaram à mesa ao lado. Ele mal conseguiu comer seu misto frio; afinal, depois de tantos meses, era o dia. Acabou virando o copo de coca no prato e desistiu do lanche.
Envergonhado mesmo sem que ninguém o notasse, pegou uma folha de guardanapo e fez uma rosa. Foi ao caixa e, no caminho de volta, escondeu a rosa amassada no bolso. Não conseguiu, mais uma vez.
Voltou para casa cantando aos berros “Soy um perdedor. I’m a loser, baby. So, why don’t you kill me?”. Ao passar pela guarita, espiou a caixa de correspondências na busca por alguma outra conta. Porém, uma carta em seu nome. No destinatário ainda havia um “Ao querido...” Era da garota por quem foi apaixonado durante toda sua adolescência. A única que conseguiu arrancar uma declaração sua. Ela estava namorando, e aquilo o deixou intrigado. Seria algo bom, que poderia preencher aquele vazio?
Subiu as escadas nem se lembrando mais do fiasco da lanchonete. Entrou em casa e não reparou nas infiltrações. Lavou as mãos, o rosto. Trocou de roupa. Tudo minuciosamente, para aumentar ainda mais aquela deliciosa ansiedade.
Abriu a carta. Era um comunicado de que ela se formaria e que fazia questão de sua presença no baile. Porém, não havia um convite. Resolveu ligá-la para agradecer a lembrança. Ao procurar na agenda do celular, não achou o número. Recorreu à velha agendinha e sorteou um dos três números. Deu sorte.
Ela ainda estava com o cara, e também descobriu que o convite era caro. Aliás, muito caro, mas ele não queria deixar de ir. Precisava de alguma agitação e, embora nunca tivesse ido a um baile desses, sabia que eram animados.
No dia seguinte, emprestou dinheiro de seus pais, reservou o convite e foi atrás de um terno para alugar. Andou por vários brechós até ficar injuriado quando o dono de um deles, um sujeito que anos atrás tinha ido ao programa da Silvia Popovick, enfiou a mão em suas calças, procurando a etiqueta. Ainda não por satisfeito, comentou que um holandês amigo dele, que calçava o mesmo número, tinha um pênis imenso.
Questionou se realmente valeria a pena ir ao baile. Pensou por um segundo. Achou melhor desistir. Devolveu o dinheiro a seu pai, voltou para casa e ligou o som.

Música do dia = Loser = (Beck)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 10/30/2007 10:04:07 AM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Posições sexuais e seus pecados

Posição de quatro – É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado à penetra.
Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o cachorrinho com sua parceira fica com sua alma amaldiçoada e fétida.
Sexo oral – O prazer de levar um órgão sexual a boca é condenado pelas Leis Divinas. A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a língua para apreciar os sabores.
A mulher engolindo o sêmen não vai ter filhos.
E o homem somente sentirá dores musculares na língua ao sugar a vagina de sua parceira.
Sexo anal – O ânus é sujo, fétido e possui em suas paredes milhões de bactérias. É o esgoto propriamente dito!
No esgoto só existem ratos, baratas e mendigos.
A pessoa que sodomiza ou é sodomizada se iguala a um rato pestilento.
Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado.
Mas o pior é quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está carimbado nos confins do inferno!

Veja a maneira certa de se relacionar sexualmente, segundo a cartilha:
• Posição recomendada – O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso. Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração. O homem, após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, pois a fêmea deve estar rezando aos santos para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide.
(Detalhe: a Universal condena a adoração de santos, o cara nem se tocou da gafe, ou nem ele sabe o que prega e o que ele acredita)
Depois do ato sexual, os dois devem rezar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo. Como penitência, o açoite com vara de bambu é aceito em forma de purificação.

Retirado do livro Castigo Divino da Igreja Universal do Reino de Deus, escrito por Edir Macedo.

Duas perguntinhas:
1) Mendigos não são gente?
2) Como é o sexo de um indivíduo que segue a risca o que o seu Edir prega?

Ps.: Obrigado à minha amiga Mariane, que achou o restante do texto, para que eu completasse o post.

Música do dia = I'm looking through you = (The Wallflowers)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 10/11/2007 04:05:15 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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O fodão

Como saber se um cara é fodão?
Basta soltar uma galera para bater nele e ele surrar todo mundo.
Confira aqui.

Ps.: Este blog é contra todas as formas de violência e toda e qualquer coisa politicamente correta. Ademais, tudo o que você ler aqui pode ser uma grande ironia.

Música do dia = Tudo pra mim = (Os Ostras)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 10/5/2007 08:46:01 AM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Mistérios da meia-noite

Esta noite foi a mais estranha da minha vida. Estou realmente encanado com o que houve.
Após sobreviver a um sono fenomenal (digo sobreviver porque dirigi por mais de um quilômetro e não me lembro de ter feito o percurso), deitei-me na cama vestindo apenas bermuda e cueca. A cueca por debaixo da bermuda, como de costume.
Dormi como uma pedra e acordei hoje às 6 da madrugada.
Sentia uma leveza estranha, mas tudo bem. Fui dar aquela espreguiçada e bati a mão em um tecido pendurado na cadeira da escrivaninha. Como estava escuro, não vi o que era, mas sabia que ali normalmente não ficava nada pendurado, então peguei o tal tecido e examinei. Era uma cueca.
Aliás, era a minha cueca; aquela mesma que eu vestia antes de dormir, sob a bermuda!
E eu estava de bermuda, caramba!!
Como isso aconteceu? Eu dormi de cueca e bermuda e acordei sem a cueca, só com a bermuda!
Prevejo que isso irá tirar meu sono dos próximos dias...

Música do dia = When you sleep = (Cake)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 9/25/2007 01:41:17 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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A notícia mais bizarra da minha vida

Aquela história do viva hoje como se não houvesse amanhã é a mais pura verdade. Falo isso porque as coisas mais cretinas, inusitadas e absurdas podem acontecer a qualquer momento, sem o menos aviso.
Podem acontecer tanto conosco quanto com as vidas alheias.
Vou dar um exemplo recente. Segunda-feira a Thais, minha respectiva, veio até mim e disse:
— Sabe quem está internada na CHINA com pneumonia?
— Não. Quem?
— A Fulana de Tal (sem nomes)!
— Rãsh! Mas, eu a encontrei sexta passada!! E como ela está?
— A gente não sabe, porque ninguém fala mandarim. O máximo que conseguimos foi um senhor, vizinho dela, que fala japonês.
— E que diabos ela foi fazer na China? — perguntei.
— Ela é árbitra. Foi lá para apitar um jogo.
— Caramba, eu nem imaginava. E o que ela apita, vôlei?
— Não, futebol para cegos...

Música do dia = It' my party = (Lesley Gore)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 9/18/2007 05:11:50 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Comentários de volta!

Puta que pariu, nem acredito que consegiu dar um jeito nestes comentários!!
Caramba, deu pau há meses, e eu até perdi o tesão por postar porque me dava a impressão de que ninguém mais lia o que eu escrevia.
E, como sabem, não gosto de fazer algo à toa, só por fazer.
Sou prático e preguiçoso, hehe.
Havia tentado de tudo, juro! Sou ignorante na arte dos templates, mas pôr uma ferramenta de comentar eu consigo. Porém, o próprio Blogger conspirou contra mim. Tentei outras opções, mas a grande maioria tinha excedido o número de usuários, outras eram cobradas, etc. e tal.
A solução era mais óbvia do que imaginei: me inscrevi no Blogger novamente e consegui um novo código. Joguei no template e deu certo! Woohoo!
Quero agradecer a ajuda da querida Mariane Marixah, que também tentou de tudo e ainda consertou alguns erros do template.
Bom, pena que perdi todos os comentários anteriores. Quase quatro anos de opiniões jogadas fora. Sinto muito, mas foi contra a minha vontade. Se quiserem reclamar, não é comigo, é com o Blogger!
Peço apenas que recomentem tudo de novo. Não precisa ser agora, pode ser quando tiverem tempo. Eu até lhes fiz o favor de jogar quase todo o conteúdo desta joça na página! Nem é necessário ficar fuçando em históricos, já está tudo aqui, prontinho!!
Na verdade, isso só aconteceu porque, no episódio do roubo da senha (em 2003) pelo então namorado da minha ex, perdi a ferramente de histórico, bem como todo o conteúdo de desde o início do blog, quando ainda era somente Duro na Queda II.
Só espero que agora minha inspiração por escrever volte, e que os leitores também, hehe.
Abraço, galera!

Música do dia = Beer, beer, beer (drinking song) = (The Pogues)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 9/10/2007 05:57:57 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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O melhor vídeo com menos de 5 segundos da história

Clique aqui

Música do dia = La rubia del avión = (Los Ladrones Sueltos)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 8/24/2007 01:50:08 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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I-Doser

Como fico muito tempo sem postar, quero hoje fazer-lhes um belíssimo agrado.
Talvez nem todos acreditem, visto que sou um selvagem insano, mas nunca usei drogas nestes meus 27 aninhos. Já me ofereceram de tudo, principalmente quando fui tocar em outras cidades. É aquela história, o pessoal sempre é simpático com gente de banda, e também sempre pensam que são todos uns "drogueiros", como diria a minha avó, daí você ganha desde bebidas às mais diversas drogas.
Enfim, nunca usei, mas tenho a curiosidade de saber qual é o barato que dá. Só curiosidade mesmo, porque a idéia de perder o controle não me agrada.
Eis que lhes brindo com o fabuloso I-Doser!!
É bem interessante o conceito — está provado cientificamente que certas ondas podem mudar a freqüência com que seu cérebro trabalha. Procurem por binaural brainwaves na Internet, que vocês podem achar sobre isso.
O I-Doser é um programa que reune vários tipos de sons distintos (doses) e cada um promete causar um efeito diferente em seu cérebro, sem qualquer efeito colateral prejudicial para a sua saúde.
Existem doses estimulantes, calmantes, alucinógenas (tipo maconha, cocaína, heroína, LSD) e por aí vai.
Você pode baixar o Software gratuitamente, mas para baixar as doses você deve pagar para o site, e os preços são os mais variados possíveis, desde doses mais baratas, a partir de $ 2 dólares, até uma chamada Hand of God (a mão de Deus), que custa incríveis $ 200 dólares. E tem gente que paga...
Claro, até entendo, se o programa realmente cumprir o que promete, vale a pena pagar.
Mas, se você freqüenta o Duro na Queda, vai pagar pra quê?
Tenho o programa desde ontem. Provei várias doses e não senti nada. Dizem que quando você está ansioso pelo barato, é assim mesmo. Enfim, um carinha aí provou e me disse: "A heroína me deu um super enjôo e a cocaína me deu a maior tontura, fiquei brisado mesmo!".
Querem testar? Pois cliquem na imagem abaixo.



O programa vem com duas doses, mas eu lhes presenteio agora com um pacote que contém nada mais nada menos que 172 doses, inclusive a Hand of God! Sim, este é o seu dia de sorte!
Clique aqui e curta o barato!
Só quero deixar claro que se você passar mal ou cometer algum ato irracional, a culpa é sua, que baixou.

Música do dia = The end = (The Doors)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 8/3/2007 02:31:54 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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O número 1 do Google

Estava de bobeira agora, daí resolvi fazer uma pesquisinha no Google.
Todos sabemos que o Google é um site sério, e, como minha mãe diz: "se ele disse, é porque é verdade", então eu acredito.
Como não quero criar problemas com a justiça, não citarei nomes. Mas, que fique claro, não sou eu quem está dizendo, é o Google!
Estão curiosos? Pois façam o teste! Entrem no Google e digite "o maior mentiroso do Brasil".

Música do dia = As maiores mentiras do Brasil = (Gabriel, o Pensador)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 8/3/2007 01:55:16 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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Duro na Queda vai ao banco

Estou prestes a completar 27 anos, velho, caralho, e ainda não tinha conta bancária. Mas, não tem jeito. O mundo capitalista atual não permite moçoilos com síndrome de Peter Pan.
Dias atrás fui a uma agência bancária abrir uma conta corrente. Preenchi os cadastros, escolhi a senha de seis dígitos e tudo mais, mas, quando fui escolher outra senha, de quatro dígitos, o sistema não estava no ar e me pediram para voltar outro dia.
Voltar outro dia é a pior coisa que podem me pedir, pois sair do meu trabalho é uma missão dificílima.
Não dá nada, hoje consegui uma meia horinha para novamente ir à agência. Chegando lá, já estava meio irritado porque não consegui estacionar por perto e caía uma chuva daquelas. Cheguei ensopado de água, apesar do guarda-chuva, e de suor, bleh, devido à pressa em voltar ao trabalho. Entrei e uma simpática estagiária dispôs-se a me atender. Disse que queria escolher a senha de quatro dígitos e, também, colocar uma conta para débito automático.
— Deixa comigo!
Sentei-me, escolhi os dígitos e só faltava pôr a conta em débito automático. Ela preencheu um contratinho, eu assinei e pediu-me licença para conferir a assinatura.
Então, demorou, demorou, demorou... demorou e voltou quase depois de vinte minutos. Devolveu-me o contrato para que eu assinasse novamente, visto que a assinatura não batia. Achei muito estranho, mas não questionei e assinei.
Então, ela demorou, demorou, demorou... demorou e voltou com o gerente.
— Rodrigo, é seu nome, né? Rodrigo?
— Olha, parece que há um problema com a sua assinatura. Não está batendo com a do contrato que você assinou quando veio abrir a conta. Sua conta é nova?
— Não, abri semana passada, e a assinatura é a mesma, não mudou — falei.
— Bom... quem abriu a sua conta?
— Foi aquela loira ali, que está atendendo àquele senhor.
E foi lá chamar a loira.
Conversamos todos e ela não se recordou de mim; ótimo!
— Poxa, mas eu vim aqui na semana passada! Não se lembra mesmo?
— Me desculpe, mas são muitos clientes...
— Caramba... Se lembra que enquanto me atendia chegou um homem com uma barba muito estranha? Raspada no rosto, mas comprida uns três centímetros na parte do pescoço?
— Ah, dele eu me lembro, mas de você não.
E o gerente:
— Pode me emprestar seu RG e o cartão?
Pegou os dois, mais o contrato que eu tinha acabado de assinar, e partiu em direção à mesa dele. Deixou as coisas lá e foi ao fundo banco. Retornou cinco minutos depois com o contrato da abertura da conta. Comparou as assinaturas por um mísero instante, então falou:
— Tudo bem, pode liberar esse débito automático pra ele.
Após dizer isso, eu já arrumava minhas coisas, quando notei que ele colocou um papel ao lado do outro, inclinando para a estagiária, e falou baixinho: “onde foi que você viu que estavam diferentes?”
E a estagiária:
— Olha esta “perninha”, está diferente aqui e aqui.
É claro que eu ouviria, então não pude perder a deixa e pedi para ver o que tinha dado errado.
O gerente quis amenizar, falando:
— Na verdade, é apenas uma prevenção, pois tivemos problemas ultimamente com assinaturas falsas...
Olhei as assinaturas e:
— Então eu deveria ser um ótimo falsificador, pois estão idênticas, não é não?
Os dois fizeram cara de bosta. Ótima oportunidade para uma facada no coração da estagiária, que roubou mais de uma hora da minha vida. Tirando da carteira o cartão de visita da editora onde trabalho, entreguei a ela e sugeri:
— Guarde este cartão. Vi que você é extremamente exigente e se apega aos detalhes mínimos. Se continuar assim, talvez você não dure aqui no banco, pois trabalha diretamente com os clientes apressados, como eu, mas no meu departamento de revisão você pode ter futuro.

Música do dia = Paradies = (Die Toten Hosen)

:: Rodrigo, o Duro na Queda 7/16/2007 06:58:16 PM Comente aqui. Já fizeram-no:
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